Segunda-feira, 06 de setembro de 2010  
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Fundos investem R$ 4 bilhões em florestas renováveis

17/02/2010

Dois mil e nove pode ser considerado um divisor de águas para o setor de florestas plantadas, como eucalipto e pinus. Em ano de crise mundial, os negócios florestais perderam a rentabilidade e intimidaram o investidor. Mas nos últimos meses o setor reagiu e mostrou-se promissor, estimulando novas parcerias, vindas com a entrada de fundos de investimentos, que pretendem injetar R$ 4 bilhões no setor.

Além dos fundos internacionais que estão de olho neste mercado promissor, os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Federal), com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também apostam neste setor, mas não revelam os aportes investidos.

Neste primeiro momento, os fundos pretendem investir no plantio de florestas renováveis e na busca de terras baratas. Um cenário que está abrindo novas fronteiras para os negócios florestais, como ocorre na região Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.

"Os fundos focam prazos maiores, pois a formação de uma floresta de eucalipto, por exemplo, exige no mínimo sete anos para dar retorno. É um investimento seguro, de longo prazo, com um planejamento cíclico, que traz bom retorno", comenta Fernando Henrique da Fonseca (ouça podcast), presidente da Abraf (Associação Brasileira de Florestas Plantadas).

A participação de fundos de investimentos em negócios florestais é novidade no Brasil, mas é casual em países como os Estados Unidos. Hoje, no Brasil, 90% das florestas plantadas são propriedades das empresas processadoras, como Suzano Papel e Celulose, Eucatex Florestal, Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel. Já os 10% das florestas plantadas restantes, são de parceiros dessas empresas que plantam de forma autônoma, terceirizada.

"É um mercado atrativo, que tem muito para crescer ainda e estimamos que com a entrada desses fundos de investimentos a participação cresça de 10% a 20%", analisa Fonseca.

O crescimento do uso de florestas plantadas se deve em parte a um rigor maior na fiscalização do uso de madeira de lei pelas empresas moveleiras. Além disso, com o mercado da construção civil aquecido, as indústrias ampliaram seu parque industrial, com a construção de novas unidades, como fez a Eucatex, na cidade de Salto (SP).

Mesmo com a ampliação da área de plantio nos próximos anos, o setor não corre o risco de ter uma oferta maior que a demanda, já que o mercado mundial mostra-se aquecido.

"São investimentos altos que são feitos nesse setor. Se vamos construir uma nova fábrica, investimos US$ 1,5 bilhão, mas também são necessários outros US$ 500 milhões para a formação de novas florestas, para manter o funcionamento desta nova fábrica", conclui o presidente da Abraf.

Fonte: Painel Florestal
 

 

Nosso objetivo é fomentar o setor madeireiro de Mato Grosso, promovendo o desenvolvimento do setor florestal e investindo na preservação do meio ambiente.
 

 






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